Dia 03 — Agentes
O agente que roda a empresa
Guillermo Rauch · assistir o original (54m)54m de vídeo · 2 min de leitura
O grande insight
A vantagem da empresa deixa de ser o modelo e passa a ser o agente que ela monta em volta dele: instruções próprias, skills refinadas com feedback e permissões bem desenhadas. O modelo vira peça trocável; o agente é seu.
“the new job of someone that runs a company is to actually enable their workforce with agents and to work on the agent.” — Guillermo Rauch
Em 28 segundos
Números do dia
- ~1.000
- pessoas usam o V dentro da Vercel
- 100+
- sistemas conectáveis pelo Vercel Connect
- 7 s
- a menos no deploy após trabalho da engenharia
um agente só, chamado no Slack
acesso liberado por evento, não tudo de uma vez
o agente ajudou a comunicar o ganho no changelog via thread no Slack
Conceitos do dia
- Agente-cérebro da empresa
- Agente interno ligado à base de conhecimento, ao data warehouse e às ferramentas da empresa. Responde quem é o especialista em algo, quanto um cliente usa o produto ou rascunha o post de lançamento.
- soul.md / instructions.md
- Arquivo markdown que define quem o agente é, pra quem trabalha e quais valores segue. No Eve, um agente começa como uma pasta com esse arquivo; tools e skills entram depois, em subpastas.
- Agente orquestrador
- Um agente na porta de entrada que roteia cada pedido pro subagente ou ferramenta certa. O V manda dúvida de produto pra base de documentação e caso de suporte pro agente com acesso aos tickets.
- Spot market de inteligência
- Inferência em lote sem prazo: você pede tokens, aceita esperar e qualquer provedor com GPU ociosa atende. Serve pra tarefa noturna e difícil, onde precisão importa mais que velocidade.
Resumo executivo
- 01
Guillermo Rauch, CEO da Vercel, vê dois killer apps de agentes: escrever software e o agente-cérebro que responde e executa tarefas sobre a própria empresa.
- 02
Na Vercel, quase mil pessoas chamam o V no Slack. Ele nasceu como assistente de suporte e virou orquestrador com subagentes de conteúdo, dados e suporte.
- 03
Do OpenClaw vieram duas lições pro framework Eve: o agente nasce de um arquivo de instruções próprio e rende mais com um computador, desde que hiberne quando ocioso.
- 04
O trabalho novo é meta: definir acesso, guardrails e skills, ligar eventos que disparam o agente e usar modelo rápido na conversa e modelo preciso no trabalho noturno.
O vídeo
O fluxo
Um agente só na porta de entrada. Ele roteia pra subagentes e ferramentas, e cada sistema continua decidindo quem pode o quê.
Deep dive
V: um agente no Slack pra empresa inteira
Codex e ChatGPT dão o gosto do que IA faz, mas não conhecem a base interna, os clientes nem as boas práticas da empresa. Na Vercel, qualquer um escreve @v no Slack. O V começou como assistente de suporte, ganhou skills e subagentes (conteúdo, o d0 ligado ao data warehouse) e delega pra Codex ou v0 quando precisa.
→ apliqueComece o agente interno pelo suporte: responder dúvidas sobre a própria empresa já paga o esforço antes de ele executar qualquer coisa.
O que o OpenClaw ensinou: alma e computador
OpenClaw é a inteligência crua do modelo com todas as ferramentas à mão, por isso impressiona e assusta. Rauch tirou duas lições pro Eve: o agente precisa de um soul.md próprio, não do agente de prateleira de um laboratório, e rende mais com um computador. Mas esse computador hiberna quando não há trabalho, como serverless, e cada ferramenta tem controle de acesso.
→ apliqueEscreva o arquivo de instruções do seu agente antes de escolher ferramenta: quem ele é, pra quem trabalha e o que nunca faz.
Agente-deus como roteador, TI como dona do acesso
Pra quem pergunta se cada time precisa do próprio agente, Rauch responde com o computador do Star Trek: um agente só, que roteia. A comparação é o celular corporativo, que já chega com identidade e apps. O novo TI escolhe as capacidades embutidas e define acesso, guardrails e trilhas de auditoria. Numa empresa de dez pessoas, quase todos leem quase tudo.
→ apliqueDesenhe a matriz de quem lê e quem escreve em cada sistema antes de ligar o agente a ele, não depois do primeiro vazamento.
Pastas, tools e skills: o meta-trabalho
Um agente Eve é uma pasta: instructions.md, uma pasta tools com wordpress.ts, uma pasta skills. O estagiário pode rascunhar o post, mas publicar depende de onde ele está na empresa ou do login dele no WordPress. Quando os posts passam a repetir vícios de escrita, como travessões em excesso, o time refina content-writing.md.
→ apliqueSe erros de escrita se repetem, ajuste a skill de conteúdo para orientar os próximos textos. Esse é o meta-trabalho sobre o agente.
Eventos, evals e o agente que propõe melhorias
O difícil não é o protótipo, é ligar o agente com segurança aos sistemas. Vercel Connect conecta mais de 100 e deixa assinar eventos: pagamento falhou no Stripe, chegou e-mail, alguém falou no Slack. No V, cada resposta tem polegar pra cima e pra baixo; à noite, um job junta as críticas e propõe a próxima melhoria, com revisão humana do feedback e das propostas. Evals cobrem fatos e até personalidade.
→ apliquePonha feedback de uma tecla em cada resposta do agente e revise os negativos toda semana como se fossem testes quebrados.
Antes e depois
O que a maioria acha
- ×
Agente é algo que você aciona com um prompt.
- ×
Cada time precisa do próprio agente, isolado dos outros.
- ×
Texto ruim do agente se corrige no texto.
- ×
Basta pôr o agente de um laboratório no Slack.
O que Rauch defende
- →
Os melhores rodam sem ninguém digitar: agenda noturna, pagamento falho no Stripe ou e-mail novo disparam o trabalho.
- →
Um agente só na porta, roteando pra subagentes. Quem vê o quê se resolve com identidade e controle de acesso.
- →
Se posts repetem vícios de escrita, o time refina a skill de conteúdo do agente.
- →
O agente é da empresa: instruções, skills e dados seus, com o modelo trocável conforme preço e velocidade.
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Do criador
Guillermo Rauch@rauchg CEO e fundador da Vercel, criador do Next.js. Pensa infraestrutura de agentes pelo lado de quem constrói produto e pela experiência de uso.
- ferramentaEve ↗
O framework que a Vercel usou pra montar o V. Pra quem quer pôr o primeiro agente da empresa no Slack sem montar a infra do zero; ainda pede cabeça técnica.
curadoria independente · nenhum criador pagou pra estar aqui
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